terça-feira, 3 de abril de 2012

Logística na Nuvem


Fornecedores de softwares para o setor logístico discutem as tendências e novidades do setor, dando ênfase à “clouding computing”


Clouding computing
“Cloud computing”, que em tradução livre significa “computação nas nuvens”, como ficou conhecido em 2008, mas tudo indica que ainda ouviremos esse termo por um bom tempo. Inicialmente somente as grandes empresas, com um grande volume de recursos financeiros, poderiam efetuar os investimentos necessários para criar uma infra-estrutura que permitisse a aplicação do conceito de “Clouding computing”.

Aplicação na logística
Dentro do setor logístico, o “Clou-ding computing” começou quando os fornecedores desenvolveram o SaaS (“software as a service”). Normalmente vende-se a licença para um cliente utilizar o software, porém com esse novo método o fornecedor responsabiliza-se por toda a estrutura necessária para a disponibilização do sistema (servidores, conectividade, cuidados com segurança da informação) e o cliente utiliza o software via internet, pagando um valor recorrente pelo uso.

Características

cloud-computing

• Na maioria dos casos, o usuário pode acessar determinadas aplicações independente do seu sistema operacional ou de hardware;
• O usuário não precisa se preocupar com a estrutura para executar a aplicação. Hardware, procedimentos de backup, controle de segurança, manutenção, entre outros, ficam a cargo do fornecedor do serviço;
• O compartilhamento de dados e trabalho colaborativo se tornam mais fáceis, uma vez que todos os usuários acessam as aplicações e os dados do mesmo lugar: a “nuvem”.
• Dependendo do fornecedor, o usuário pode contar com alta disponibilidade, já que se, por exemplo, um servidor parar de funcionar, os demais que fazem parte da estrutura continuam a oferecer o serviço;
• O usuário pode contar com melhor controle de gastos. Muitas aplicações em “Cloud computing” são gratuitas e, quando é necessário pagar, o usuário só o fará em relação aos recursos que usar ou ao tempo de utilização. O que importa ao usuário é saber que a aplicação está disponível nas “nuvens”, não importa de que forma.



Exemplos
Apesar de o termo “Cloud computing” ser recente, a ideia não é necessariamente nova. Serviços de e-mail, discos virtuais na internet, como dropbox; sites de armazenamento e compartilhamento de fotos ou ídeos, como flickr e Youtube, são exemplos de aplicações que, de certa forma, estão dentro do conceito desse conceito. No máximo, paga-se um valor periódico pelo uso do serviço ou pela contratação de recursos adicionais, como maior capacidade de armazenamento de dados. Os recursos de hardware como processamento e armazenamento também (hoje já é comum guardarmos arquivos, e-mails, fotos, vídeos em servidores de terceiros e acessá-los remotamente pela web).


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Desafios

O problema é a extensão territorial e a precária infraestrutura do Brasil, segundo Marcio Morari, diretor comercial da mHa: “o link não chega aonde a empresa tem um depósito. Mas nós temos muitos projetos nos quais os cliente querem SaaS; eles não querem gerenciar servidor nem WmS. Por isso, desde 2007 nós demandamos 100% web em SaaS. O que falta é infraestrutura para que lá na ponta o sistema consiga ser acessado remotamente. Nós temos clientes que utilizam um sistema que está na Alemanha, na Holanda, no Peru, etc. 

A tendência da nuvem é, quanto mais ela se amplia, o cliente ter um custo menor. E aí as pequenas e médias empresas serão beneficiadas por isso, porque elas irão investir menos para ter a solução”.

Fonte: http://www.imam.com.br/revistaintralogistica/
Data: 03/04/12 - 11h:00

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